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Ela é o retrato de uma era. Não havia pista nos anos 70 e 80 que não reverenciasse a majestade Donna Summer. Autora de hits como "Last Dance", a cantora está com 60 anos e vem ao Brasil em novembro para turnê do álbum "Crayons", o primeiro de inéditas em mais de 15 anos. O CD, aliás, tem uma canção que é uma verdadeira homenagem ao Brasil. Toda simpática, ela conversou com o Mix por telefone sobre detalhes de sua carreira, fama e Lady Gaga.
Você esperou mais de 15 anos para lançar um álbum de inéditas. Precisava de umas férias?
Eu tenho 3 filhas, então passei boa parte deste tempo cuidando delas. Mas mesmo durante este período eu eu viajei um pouco, fiz alguns shows pelos EUA. O que acontece é que depois de algum tempo na mídia você precisa de um tempo para sua vida pessoal, para se reencontrar.
Você é adorada pelo público gay. Acompanha a luta pelos direitos LGBT? Você se vê como uma militante pela causa?
Não, não sou militante. Sei algo sobre direitos gays, mas não tudo. Não acompanho tão de perto.
Qual sua impressão sobre a música disco feita hoje em dia?
Você sabe que a era disco vai e vem, como uma onda. O importante deste tipo de música é que ela faz as pessoas se sentirem felizes. Às vezes, por uma série de questões, o mundo inteiro fica triste. E é aí que a música disco ressurge, para ajudar as pessoas a sentirem-se bem novamente. E você sabe que, em inglês, a palavra "gay" pode significar "feliz". Acho que por isso os gays gostam tanto de disco.
O que você acha da Lady Gaga?
Acho ela incrível. Ela tem algo novo que é espantoso. Adoro seu visual. Ela é jovem e faz muito bem em ser ousada. Eu a admiro.
A cantora canadense Anne Murray disse em entrevista recente que vai parar de cantar porque sua voz já não é a mesma com o passar dos anos. Ela está com 64. Você concorda com ela? Pensa em se aposentar?
Bem, pensar eu penso, mas eu ainda posso cantar. Quando eu me aposentar vai ser para ter uma vida mais privada, ter algum trabalho social. Muitas vezes, quando se é famoso, você se sente perdido na vida. Eu já me senti assim.
E no seu novo álbum há uma canção que fala justamente sobre fama e suas consequências não tão boas. Ser uma celebridade deixa você entediada?
Não exatamente. A música "Fame" fala de algo que vem acontecendo em meu país: as pessoas ficam famosas por nada. Eu sou de uma geração em que as pessoas eram reconhecidas por fazerem algo especial. Eu não entendo como isso pode acontecer.
Sua participação no seriado Family Matters durante os anos 90 foi inesquecível. Pensa em trabalhar novamente como atriz?
Sim, penso. Se me fosse oferecido um ótimo papel, eu adoraria. Eu me diverti muito fazendo Family Matters. Eu faria de novo, se fosse um bom papel na hora certa.
Seu novo álbum, "Crayons", tem uma canção claramente inspirada no Brasil. Você é fã da batida brasileira?
Você só pode estar brincando. Eu adoro o Brasil! Adoro a comida, as pessoas, a música. Nos EUA o senso comum diz que o Brasil é um lugar incrível, com pessoas lindas. Eu cresci ouvindo isso. E vi que é verdade.
Qual música você não pode deixar de cantar nos shows? O quê os brasileiros podem esperar de sua performance?
"Last Dance" e "Enough is enough" não podem ficar de fora. O público do Brasil vai ter ainda outros hits, muita alegria, dançarinos... Quero me sentir conectada com as pessoas, como se fôssemos uma grande família.
Donna Summer - Turnê Crayons
Rio de Janeiro
09 de novembro no Citibank Hall
Ingressos: de R$ 500 a R$ 200 (inteira)
São Paulo
10 e 12 de novembro no Credicard Hall
Ingressos: de R$ 600 a R$ 120 (inteira)
Ingressos para as três apresentações serão vendidos pela Ticketmaster
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